Privacidade
Atualizada em 18 de agosto de 2026.
O Kloqer é um sistema de registro de ponto por reconhecimento facial, usado por empresas para cumprir a obrigação legal de registrar a jornada de trabalho (CLT, art. 74, e Portaria MTP 671/2021). Esta página explica, sem juridiquês, o que é guardado, por quê, por quanto tempo e o que você pode pedir.
Quem é quem
O empregador que contrata o Kloqer é o controlador dos dados dos seus funcionários. O Kloqer (contato: contato@kloqer.com.br) opera o sistema em nome dele. Pedidos sobre os seus dados podem vir por esse e-mail ou diretamente ao seu empregador.
O que é guardado, e por quê
- Cadastro — nome, CPF e, quando o empregador informa, matrícula, e-mail e telefone. É o que identifica de quem é cada registro de ponto.
- Registros de ponto — data e hora de cada batida. A lei exige que fiquem guardados e que não possam ser alterados nem apagados.
- O código do rosto — o reconhecimento facial não guarda fotografia: guarda um código numérico calculado a partir do rosto, que não permite reconstruir a imagem. Ele fica cifrado (criptografia de envelope, AES-256; a chave-mestra vive fora do banco de dados) e só é usado para reconhecer você na hora de bater o ponto. Nada disso é usado para publicidade, nem vendido, nem cruzado com outras bases.
A base legal
O registro de jornada é uma obrigação legal do empregador (LGPD, art. 11, II, “a”). Por isso o terminal registra a sua ciência do aviso de privacidade antes de cadastrar o rosto — e não um “consentimento”, que numa relação de emprego não seria livre de verdade. Quem preferir não usar o rosto pode registrar o ponto de outra forma oferecida pelo empregador, como o PIN.
Por quanto tempo
- Registros de ponto: pelo prazo legal (a legislação trabalhista exige a guarda por anos, e o arquivo oficial é imutável).
- Código do rosto: eliminado em até 7 dias após o desligamento do funcionário — a finalidade acabou, o dado vai junto. A chave criptográfica é destruída, o que torna o dado irrecuperável. Os registros de ponto já feitos continuam válidos sem ele.
Onde ficam, e quem vê
Os dados ficam em servidores na América do Sul (Supabase, região São Paulo) e num servidor próprio no Brasil. O tráfego é cifrado (TLS) e o código do rosto também fica cifrado em repouso. Têm acesso: o empregador (aos dados da própria equipe) e a equipe do Kloqer, quando necessário para operar o serviço. Não há venda nem compartilhamento com terceiros para publicidade.
O aplicativo
O terminal (no computador, no tablet ou pelo aplicativo Android) usa a câmera apenas quando alguém toca para bater o ponto — ela permanece desligada em repouso. A imagem da câmera é processada no próprio aparelho; o que trafega é o código numérico, cifrado.
Os seus direitos
A LGPD garante a você: saber quais dados existem sobre você, corrigi-los, e pedir a eliminação do código do rosto (passando a bater ponto por outro meio). Os registros de ponto em si não podem ser apagados — é uma exigência legal, que protege inclusive você. Para exercer qualquer direito: contato@kloqer.com.br.
O passo a passo do pedido de exclusão, com o que é apagado e o que a lei obriga a manter, está em Excluir meus dados.